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Giraventura: uma bicicleta, 27 países e incontáveis histórias!


O fundador e idealizador do Projeto Giraventura, Nestor Freire transformou a bicicleta em instrumento de escuta, conexão humana e narrativa cultural. Há 13 anos, ele pedala o mundo guiado por uma convicção simples e profunda: não é sobre lugares, é sobre pessoas.

O mundo pode ser visto em movimento. Mas também pode ser sentido em pausa.

Nestor Freire pedala nesse intervalo. Onde o tempo desacelera, o diálogo acontece e o caminho deixa de ser trajeto para se tornar encontro.

Nestor Freire é documentarista, escritor, ciclista e palestrante e há 13 anos, escolheu a bicicleta como ferramenta de conhecimento, escuta e conexão humana. Mais do que atravessar territórios, ele atravessa histórias, guiado pela convicção de que não é sobre lugares, mas sobre pessoas. Filosofia que já rendeu 3 livros publicados e um 4º sendo escrito.

Ao longo de sua trajetória, já pedalou por 27 países, conectando culturas, modos de vida e realidades distintas. Como documentarista, registra histórias humanas encontradas na estrada, com relatos de pertencimento, resistência, hospitalidade e identidade cultural. Como escritor, transforma essas experiências em livros que ampliam o olhar sobre o mundo. E como palestrante, leva esses aprendizados para empresas e instituições, conectando vivências de viagem a temas como empatia, propósito, liderança e impacto social.

Conheça melhor Nestor Freire e o Projeto Giraventura através da entrevista concedida à Revista Maria Aires.

REVISTA MARIA AIRES — Como nasceu o Projeto Giraventura?

NESTOR FREIRE — O Projeto Giraventura nasceu da união de duas paixões que sempre marcaram a minha vida: a literatura e o esporte. Desde criança, a bicicleta foi minha companheira de estrada, assim como os livros foram meus companheiros de imaginação. Cresci lendo histórias de heróis e aventureiros, como Dom Quixote, Moby Dick, Coração das Trevas e tendo contato com personagens que me inspiraram por suas jornadas, coragem e espírito explorador. Em 2012, tive contato com as ideias de Joseph Campbell e o conceito da jornada do herói, que mudaram profundamente minha forma de enxergar viagens e desafios. Foi então que decidi unir essa estrutura narrativa às expedições de bicicleta que já realizava, transformando cada pedalada em parte de uma grande história. E assim surgiu o Giraventura: um projeto concebido como um roteiro de 15 anos de expedições pelo mundo, que vai além das travessias geográficas e se propõe como uma jornada literária, cultural e humana, marcada por encontros, histórias e aprendizados.

REVISTA MARIA AIRES — De que forma cada etapa contribuiu para ampliar seu olhar sobre o mundo e sobre as pessoas que encontrou pelo caminho?

NESTOR FREIRE — Cada etapa do Giraventura ampliou meu olhar ao me permitir vivenciar novas realidades, desafios e aprendizados. Ao longo do caminho, conheci pessoas com histórias, culturas e pontos de vista muito diferentes dos meus, o que fortaleceu meu senso de empatia, respeito e compreensão. As experiências práticas desenvolveram valores como responsabilidade, colaboração e autonomia, enquanto os momentos de reflexão reforçaram a importância do trabalho em equipe e da valorização das diferenças. Cada fase contribuiu para meu crescimento pessoal, social e emocional.

REVISTA MARIA AIRES — Você é autor do livro “Do Oiapoque ao Chuí”. Como foi viver essa travessia?

NESTOR FREIRE — Viver a travessia do Brasil de Oiapoque ao Chuí, em 2020, em plena pandemia, foi uma experiência profundamente transformadora. Percorrer o país de ponta a ponta me permitiu compreender a imensidão do território e, sobretudo, a grandeza do povo brasileiro. Ao longo da estrada, encontrei um Brasil diverso, resiliente e acolhedor. Essa jornada revelou um país real, marcado por desafios, mas também por esperança, generosidade e um forte sentimento de identidade. Ao longo dessa trajetória, outras experiências também se desdobraram em livros — Entre Placas Tectônicas: Islândia 2022, Extremos do Mundo: Argentina e Noruega e Caminho de Santiago de Compostela — que representam diferentes capítulos do Giraventura e consolidam o projeto como uma jornada literária, cultural e humana.

REVISTA MARIA AIRES — Fale sobre a etapa “Entre Selvas e Areias” e sobre Mazagão.

NESTOR FREIRE — A etapa Entre Selvas e Areias foi uma das mais marcantes da jornada por revelar a força da vida em ambientes extremos, como a Floresta Amazônica e regiões da África. Ali, percebi como comunidades desenvolvem criatividade e sabedoria para viver em harmonia com a natureza. Em Mazagão, no Amapá, os aprendizados vieram da identidade, da memória e da tradição. Já em El Jadida, no Marrocos, a cultura se revelou como elo entre gerações. O que mais marcou foi a hospitalidade e a forma calorosa com que as pessoas compartilham suas histórias.

REVISTA MARIA AIRES — Como você se prepara para uma viagem a um lugar extremo como a Islândia?

NESTOR FREIRE — A preparação envolve planejamento físico e emocional. É preciso estudar o clima, organizar equipamentos e estar pronto para imprevistos, mas também se preparar para o isolamento e a intensidade da natureza. A Islândia me marcou pelos contrastes impressionantes e pela força da paisagem. O contato com o povo islandês revelou lições de simplicidade, resiliência e respeito ao meio ambiente.

REVISTA MARIA AIRES — Como foi circundar o Japão de bicicleta?

NESTOR FREIRE — Circundar o Japão de bicicleta permitiu vivenciar dois ritmos muito distintos. Nas metrópoles, encontrei tecnologia, organização e eficiência; no interior, um modo de vida simples, ligado à natureza e ao senso de comunidade. Apesar dos contrastes, percebi valores comuns como respeito, disciplina e responsabilidade coletiva.

REVISTA MARIA AIRES — Você sempre diz que não é sobre lugares, mas sobre pessoas. O que essa frase representa hoje, depois de tantos quilômetros pedalados?

NESTOR FREIRE — Depois de tantos quilômetros, essa frase ganhou ainda mais significado. Os lugares marcam, mas são as pessoas que dão sentido às viagens. Hoje, vejo cada jornada como uma ponte entre pessoas, culturas e histórias. No fim, cada expedição é uma jornada sobre o ser humano e sobre aquilo que nos conecta.

Acompanhe o Projeto Giraventura e mergulhe nas jornadas de Nestor Freire pelos canais oficiais:

www.giraventura.com.br

https://www.instagram.com/projetogiraventura

Cada pedalada é um capítulo. Cada encontro, uma história que precisa ser ouvida.”

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