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O zumbido da mudança

mar 2026

Cada vez mais presentes em jardins, parques e varandas de apartamentos, as abelhas urbanas se tornaram um sinal silencioso de que as cidades podem voltar a conviver com a natureza.

Por Daniele Globo

Durante muito tempo, as abelhas desapareceram das paisagens urbanas. O avanço do concreto, a redução de áreas verdes e o uso intensivo de pesticidas contribuíram para o declínio desses polinizadores essenciais ao equilíbrio ambiental. Nos últimos anos, porém, um movimento discreto começou a ganhar força em várias cidades do mundo — e também no Brasil: o retorno das abelhas ao ambiente urbano.

Grande parte desse fenômeno está ligado às abelhas nativas sem ferrão, como Jataí, Mandaguari e Uruçu. Diferentemente do que muitas pessoas imaginam, essas espécies são dóceis e fundamentais para a biodiversidade das cidades.

Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), cerca de 75% das culturas agrícolas do mundo dependem, ao menos em parte, da polinização feita por animais, principalmente abelhas. Sem esse processo, a produção de alimentos e a reprodução de muitas plantas seriam seriamente comprometidas.

No Brasil, pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente destacam que existem mais de 300 espécies de abelhas sem ferrão nativas, responsáveis por polinizar uma grande diversidade de plantas da flora brasileira.

Nas cidades, o crescimento de hortas urbanas, jardins de polinizadores e “varandas verdes” tem ajudado a criar pequenos refúgios para esses insetos. Mesmo em meio ao concreto, flores, ervas e árvores urbanas oferecem alimento e abrigo para colônias.

Esse movimento dialoga com o conceito de cidades biofílicas, cada vez mais presente no urbanismo contemporâneo. A ideia é aproximar natureza e vida urbana, criando ambientes mais saudáveis e resilientes.

Outro fenômeno que tem ganhado força é a meliponicultura urbana — a criação de abelhas sem ferrão em residências, escolas e projetos comunitários. Além de contribuir para a preservação dessas espécies, a prática também se tornou uma ferramenta de educação ambiental. Para especialistas, a presença de abelhas nas cidades é mais do que um detalhe da paisagem: é um indicador de que a biodiversidade ainda encontra caminhos para sobreviver.


Como ajudar as abelhas na cidade

• Plante flores e espécies nativas, que servem de alimento para polinizadores.

• Evite pesticidas e inseticidas em jardins e vasos.

• Apoie projetos de meliponicultura urbana, criação de abelhas sem ferrão em ambientes urbanos.

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